Doc Woody – 2ª Edição

18 01 2010

Clique para acessar o site

Sobreviventes (2000)

Jan Wiener e Arnost Lustig são amigos com um passado em comum: sobreviveram ao holocausto na Tchecolosváquia ocupada pelos nazistas.  Cinquenta anos depois, eles visitam os locais onde estiveram antes de fugir para os Estados Unidos. O interessante é que além de recriar essa trajetória dolorosa, o filme mostra também a delicada relação de amizade de duas pessoas tão diferentes. Vale combo por apresentar um tema já bem explorado de uma maneira diferente.

 

 

Clique para assistir ao trailer

Três Irmãos de Sangue (2006)

A história dos irmãos Betinho, Henfil e Chico Mário foi marcada pela hemofilia, pela AIDS, mas, acima de tudo, pelo amor ao Brasil. A origem da família em Minas Gerais, a militância junto a organizações católicas e o papel político de cada um nos diferentes campos dos quais fizeram parte conduzem a emocionante narrativa. Vale combo pelo orgulho de se sentir brasileiro.

 

 

 

Clique para assistir a trecho do filme

The Godfather Family: A Look Inside (1990)

Um bom making of de uma das grandes trilogias do cinema norte-americano. É surpreendente ver como a condução de Coppola e a escalação do elenco foram desacreditadas pela Paramount durante a produção do filme, o que quase levou o diretor a desistir do projeto. Vale pipoca pela ausência de Marlon Brando e porque outros aspectos fundamentais da obra também ficaram de fora.

Anúncios




Woody Allen no CCBB-SP

2 12 2009

Caros amigos da Amiga do Woody,

A Amiga do Woody está muito contente porque foi uma das pessoas selecionadas para fazer o curso sobre o diretor no CCBB-SP.

Por conta dessa agenda super intensa, o blog ficará sem atualizações durante duas semanas. Mas é por uma boa causa!

Ao final das aulas, farei uma compilação bem bacana para compartilhar com vocês. Até lá!





Vale Coxinha – 2ª Edição

26 11 2009

O Que Há, Tigresa? (1966)
Espiões japoneses estão à procura da receita de salada de ovos perfeita.

É pra rir ou pra chorar?
# Filme B japonês
# Piadas internas
# Sessão da tarde: confusão e muitas trapalhadas

A salvação
É o primeiro trabalho de Woody Allen como diretor: ele comprou os direitos de uma produção nipônica e a dublou com atores norte-americanos. Sem dúvida uma saída criativa para o início de sua carreira.

Há quem goste
Leia a crítica (em inglês) de Typonaut2000, no IMDb.

 

Medos Privados em Lugares Públicos (2006)
Seis pessoas têm suas vidas entrelaçadas durante o inverno parisiense.

É pra rir ou pra chorar?
# Esteticamente desagradável
# Transições de cena detestáveis
# Roteiro previsível e sonolento

A salvação
Os dramas particulares são interessantes, apesar de mal explorados. Há algumas tomadas de câmera excelentes.

Há quem goste
Leia a crítica de Érico Borgo, no Omelete.

 

O Silêncio de Lorna (2008)*
Garota albanesa casa-se com viciado em heroína para conseguir cidadania belga que, posteriormente, deve ser repassada a um criminoso russo em outro matrimônio.

É pra rir ou pra chorar?
# Edição pecaminosa
# Roteiro fraco e confuso
# Falta de conexão do espectador com as personagens

A salvação
O filme retrata uma das deficiências sociais da Europa, que é justamente a questão da imigração. Além disso, algumas cenas são realmente bonitas e intensas, principalmente as entre Lorna e Claudy.

Há quem goste
Leia a crítica de FC Leite Filho, no Café na Política.

*Este filme foi assistido a pedido de Carolina Lopes na sessão Sua programação.





Acossado*

25 11 2009

Uma filmagem de quatro semanas e uma direção intuitiva deram o tom ao marco da Nouvelle Vague francesa. Com direção de Jean-Luc Godard e roteiro de François Truffaut, “Acossado” (1959) é o início de uma revolução no modo de fazer cinema.

A história é sobre Michel Poiccard, um jovem golpista que acaba assassinando um policial. Ele quer fugir para a Itália com a Patrícia Franchisi, sua namorada norte-americana.

O filme de Godard é justamente a transição entre o cinema clássico da década de 1950 e as inovações e experimentações da década de 1960. A película é a concretização das discussões sobre teoria cinematográfica publicadas na revista Cahiers du Cinéma, que deram origem ao movimento Nouvelle Vague.

Do antigo, há a atmosfera noir e outras referências explícitas aos métodos hollywoodianos como, por exemplo, o ícone Humphrey Bogart. Do novo, há a câmera na mão – posteriormente complementada com “uma ideia na cabeça”, por Glauber Rocha – e a narrativa fragmentária, onde somos apresentados a cortes secos como matéria-prima para reconstituição do todo.

O que Godard buscava era devolver ao diretor e ao roteirista a condução do filme que, à época, a indústria cinematográfica colocou nas mãos do produtor. É simples de averiguar: antigamente os cartazes traziam em seu cabeçalho a pessoa ou dupla responsável pela produção da obra; agora o espaço é voltado, em parte, ao diretor do filme e, em sua maioria, ao elenco.

Assistir Acossado hoje não traz nem de longe o impacto que deve ter sido vê-lo, no ano de seu lançamento, nos cinemas de Paris. A linguagem transgressora já nos é acessível mas ainda obscura, afastada do grande público e das redes de cinema.

As tomadas de Michel cambaleando em uma rua da cidade ou ainda a repetição de seu tique nervoso foram depois retratadas em muitos outros filmes como uma espécie de homenagem e reverência. Uma citação sutil àquele que, por restrições orçamentárias, realizou parte dos travellings da película sentado em uma cadeira de rodas.

Posteriormente Godard e Truffaut se desentenderam em um embate intelectual que possui ecos até hoje: Cinema de Autor X Cinema de Personagens. Sem dúvida quem perdeu foi o público, que ficou privado do grande trabalho da dupla.

Em uma das cenas do filme, Patrícia entrevista um importante escritor e lhe pergunta qual é sua maior ambição na vida. Com muita calma, ele diz: “Tornar-me imortal e depois morrer”.

E assim fez-se Godard.

Filme: Acossado (À Bout de Souffle)
Diretor: Jean-Luc Godard
Elenco: Jean-Paul Belmondo, Jean Seberg, Daniel Boulanger, Jean Pierre Melville, Henri-Jacques Huet
Duração: 90 minutos

Urso de Prata no Festival de Berlim (1960)

Outros prêmios

Não pisque: Na sequência em que Michel e Patricia conversam na cama.

Veja também:

O Desprezo (1963)

A Chinesa (1967)

Nossa Música (2004)

*Este filme foi assistido a pedido de Paola na seção Sua programação.





A Elegância de Woody Allen – Ganhador

23 11 2009

Olá amigos da Amiga do Woody,

O sortudo que ganhou o box com quatro filmes do Sêo Allen é…

Rodrigo Saffuan

Parabéns ao ganhador. Se não ganhou dessa vez, fique atento aos próximos sorteios aqui pelo blog ou pelo Twitter @fernandamv.

Obrigada a todos!





A Elegância de Woody Allen

18 11 2009

Caros amigos da Amiga do Woody,

Para comemorar a retrospectiva de Woody Allen que começa hoje no CCBB São Paulo, a Amiga do Woody irá sortear entre seus leitores um box com quatro filmes do diretor. São eles: Noivo Neurótico, Noiva Nervosa; Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo, Mas Tinha Medo de Perguntar; Manhattan e A Última Noite de Boris Grushenko.

Para participar é simples: é só comentar nesse post que depois farei o sorteio por meio do Random.org. Só vale um comentário por pessoa para que todos tenham chances iguais.

A promoção ficará no ar uma semana e o ganhador será divulgado na próxima terça-feira, 24/11. Não esqueça de registrar seu email para que eu possa entrar em contato com você.

Boa sorte a todos!





O Franco-Atirador

16 11 2009

Hollywood tem o hábito de cicatrizar suas feridas históricas por meio do cinema. Com a Guerra no Vietnã não seria diferente. “O Franco-Atirador” (1978) faz parte desse processo de expurgo que contou também com obras de Stanley Kubrick, Oliver Stone, Francis Ford Copolla, entre outros.

Ao contrário da maioria dos filmes sobre o tema, a história com direção de Michael Cimino fala de um grupo de amigos que acredita no confronto como meio de ascensão social. Para isso o diretor fez um recorte sobre a comunidade russa nos Estados Unidos instalada em uma pequena cidade do norte do país e que sobrevive basicamente da atividade metalúrgica.

O grande elenco conta com atuações maravilhosas de Robert De Niro e Meryl Streep, mas Christopher Walken surge das sombras desses dois atores para dominar o filme. É impressionante como ele consegue conduzir a transformação da personagem Nick sem cair na armadilha do dramalhão, tão comum ao cinema em condições propícias a demonstrações de heroísmo e bravura.

O roteiro é baseado em situações-limite atreladas tanto à guerra quanto às consequências do conflito. E sempre com o homem mediano no centro das relações, o que humaniza a história fazendo-a mais verossímil. Talvez por conta desse enfoque falte no filme um posicionamento lúcido sobre o combate, mas que não é imprescindível ao transmitir os horrores da guerra.

“O Franco-Atirador” é um filme honesto sobre fracassos, que tem como pano de fundo o fracasso de um país. Ele faz parte de um grande painel cinematográfico sobre os diferentes pontos de vista envolvendo o Vietnã e seus impactos no imaginário norte-americano.

Filme: O Franco-Atirador (The Deer Hunter)
Diretor: Michael Cimino
Elenco: Robert De Niro, Christopher Walken, Meryl Streep, John Cazale, John Savage
Duração: 182 minutos

Oscar de Melhor Filme (1979)

Oscar de Melhor Diretor (1979)

Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para Christopher Walken (1979)

Outros prêmios

Não pisque: Nas cenas de roleta-russa.

Veja também:

Apocalypse Now (1979)

Platoon (1986)

Nascido para Matar (1987)